Se a política no plano estadual, federal e nas capitais é essa pasmaceira, o que dirá no interior do estado onde tragédia e farsa acontecem tudo ao mesmo tempo agora. Onde as relações se edificam num triste fenômeno neocoronelista, fruto do tradicional metamorfoseado, onde falsos pólos são construídos e reinventados com as refrações da dinâmica nacional. Mudam-se nomes (ficam os sobrenomes), mudam-se os partidos (ficam as práticas) e o discurso do novo é puro oportunismo eleitoreiro.
Eis os pacto da mediocridade. Alô campesinato, alô povo organizado: ou vocês se metem nisso ou continuarão fingindo que existem lados opostos de uma pequena burguesia, filha dos coronéis, que ainda hoje se sustenta e se reinventa seja nas bandeiras tucanas, seja na estrela da direita tardia, utilizadas como meros instrumentos de manutenção de vaidades, revanchismos, corrupções e o mais puro espetáculo do continuísmo despolitizado, eleitoreiro e vil, seja "pagando" de padrinho, seja "pagando" de jovem revolucionário, seja só mais um sujeito gente boa que resolve somar nesse jogo de cena sendo mais uma peça no tabuleiro.
Cansado dessa briga na lama entre os sujos e os mal lavados.
Ou a mudança vem da base ou ela não vem.
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