No Clássico Rei quem perdeu antecipadamente... foi o futebol.
O futebol cearense tem uma marca histórica inegável na excelência da produção de péssimos dirigentes. Como não poderia deixar de ser, os senhores Evandro Leitão e Osmar Baquit deram um show de bizarrices na questão do clássico próximo, vomitando imaturidade, prepotência, amadorismo, falsa esperteza de ambos os lados... e pior, as torcidas achando tudo lindo.
Ridícula é uma palavra insuficiente para classificar essa briguinha e essa necessidade de acirrar rivalidades fora do campo, em um terreno vazio, querendo levar vantagem de maneira lamentável e utilizando instituições tradicionais como palanque.
Pra mim, a verborragia de ambos é a cara da politicagem que se enraizou no nosso futebol. A "esperteza" do Evandro Leitão ao querer obter ganhos financeiros para seu clube na questão do sócio-torcedor e também com as suas reações de oposição quanto ao árbitro da FIFA são patéticas, tanto quanto querer tirar o jogo do PV, como quis Baquit. No fundo, ambos querem ganhar no grito, querem jogar pra torcida, obscurecer as falhas de suas gestões alimentando um clima de ódio e de incerteza.
O clássico próximo já ficou marcado como um fator emblemático de que para os cartolas daqui o que menos importa é o futebol, que vale muito mais não perder do que ganhar e que a grama do vizinho precisa não está verde, mesmo que na minha casa exista apenas um terreno arenoso.
Quem dera aparecesse algum sujeito sensato, batesse na mesa e dissesse que os dois jogos seriam no PV, que respeitaria o estatuto do torcedor e colocaria 10% da torcida visitante, que o clube mandante levaria a renda integralmente, que o árbitro seria da FIFA, que não entraria nada de torcida organizada no estádio, que teria policiamento ostensivo dentro e nos arredores do estádio e que quem cometesse vandalismo seria preso.
Mas não, viva o pacto da mediocridade, fico aqui com minha vergonha alheia.
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