terça-feira, 16 de outubro de 2012


Muito lindo o fim da lua-de-mel em busca do "apoio crítico", só não é lindo o argumento de "você é igual a mim" ou "eu sou você amanhã" mais uma vez engrossando o coro do pacto da mediocridade que se quer colocar a fina força. Seria ignorância ou cinismo não saber a diferença entre a candidatura do Renato Roseno aqui e as forças que a compuseram e sua distância abismal com a pelegada que alastra o PSOL no Norte do País nessa trágica (pra mim)forma de organização por tendências e nessa disputa perene pela direção e pela metodologia da organização, disputa essa que no Partido dos trabalhadores praticamente(sendo bonzinho com o praticamente) inexiste. Qual o segredo nessa polêmica? Quem escondeu ou negou esses desafios dentro daquele partido? Não faço parte da organização, mas nunca vi os companheiros do PSOL Ceará nem escamoteando essas coisas, nem com o mesmo tipo de prática, nem muito menos idealizando o quadro que se avizinhava lá no norte. Ora, que espanto mais espantoso esse!



Ademais, poderia gastar linhas e linhas argumentando aqui, mas sei que não é o debate que se quer impor, mas sim o pacto rasteiro do possibilismo e do fisiologismo como algo fatal e natural para todos e todas. Não tenho procuração para defender, nem quero, nem preciso fazer isso pelo PSOL, mas utilizar de argumentos intelectualmente desonestos é abusar da inteligência das pessoas, deixando inclusive de fazer com sinceridade e profundidade essa crítica muito pertinente quanto ao reformismos de setores do PSOL.


Por fim, a radicalidade dentro do PSOL sobreviveu à Heloísa Helena e seus irmãos, agora precisa sobreviver a Randolfe e sua trupe, a história para eles está aberta e eu torço para que as respostas continuem a serem dadas de forma corajosa e radical como são e não com subterfúgios de outrem que se espalham na lógica do "é o que tem pra hoje".



Pra encerrar, se estivesse no Pará ou no Amapá votaria NULO também, então nem venham com papo de jacaré pra cima de “moi”. Assim, que fique claro que não é a mera sigla quem decide algo pra mim. E aqui falo por mim e somente por mim. Quem decide por mim sou eu e de olho sempre nas bandeiras, nas práticas e nos projetos e ponto, fechem a conta, passem a régua e venham com coisa melhor para se contrapor a quem tem sonhos maiores que as urnas, as carreatas e os bandeiraços!

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